D.O.C. Barbearia: entre barbas e bikes

Nossa experiência

Já tínhamos nos encantado pela charmosa D.O.C. Barbearia quando fomos convidados para fazer uma visita às suas instalações, e não podíamos deixar de aproveitar a oportunidade de passar algumas horinhas conversando sobre o lugar e… fazendo a barba, é claro!

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A barbearia foi criada pelo mineiro Daniel Campello em março de 2016. Sim, há cerca de um mês! Mas não pense que o pouco tempo de vida do lugar faz com que ele não tenha o clima todo especial, pois seu dono já arquitetava a ideia há anos!

Decoração do lugar

A primeira inspiração veio ao conhecer algumas barbearias americanas, mais precisamente no Brooklyn, em NY, mas a idéia era utilizar elementos e referências das barbearias de bairro brasileiras além de uma arquitetura contemporânea e atual, fugindo do “padrão” estético amplamente copiado por aqui, o das barbearias “Old School” ou ditas “tradicionais”. O que ele mais gostava desses lugares que conhecia era o ambiente convidativo, mais claro, que deixava as pessoas a vontade para entrar e passar uma tarde, escutando uma boa música.

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O Daniel é arquiteto de profissão, mas sempre quis abrir uma barbearia. Com a perda de seu emprego veio a oportunidade ideal para tirar essa ideia do papel. Nessa época, ele colocou a mão na navalha e fez um curso de barbeiro no Instituto Embelleze, e começou a frequentar as barbearias brasileiras, para juntar as peças e montar o seu próprio espaço.

E por falar no seu espaço, um grande hobby do mineiro pode ser percebido desde a entrada do lugar: as bicicletas! Daniel é um colecionador de bikes, adora reformar as magrelas, e lá na D.O.C. você pode encontrar raridades, como as Look CR564 e KG 196, os amantes do ciclismo de competição sabem o valor histórico dessas bikes!

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O espaço ainda conta com um bar, que serve diversos tipos de cervejas artesanais, cafés (em breve eles terão a própria marca de café, que virá diretamente de Minas!), e shot de Jameson (após as 18 hs, para garantir a sobriedade, rs!).

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A barbearia conta com quatro cadeiras em estilo bem tradicional.

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Passo a passo da Barba

Fiz a barba com o barbeiro Ricardo (mais conhecido no lugar como Rica – @ricardosatoife), que exerce a profissão há pouco mais de um ano, e já passou pela Barbearia Cavaleira.

Rica é uma figura, e já fez de tudo um pouco nessa vida: já foi Body Piercer por oito anos, trabalhou em banco, mercado, pedágio, e conta que nunca tinha se imaginado fazendo cabelo e barba, mas no fim, se descobriu na profissão e tem muito jeito para a coisa. Acreditem, o cara manda bem!

Começamos conversando sobre o que eu pretendia fazer com a minha barba, se queria diminuir, se queria mudar o formato, enfim, uma série de perguntas, para que ele tivesse certeza do que eu queria.

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No meio da conversa, tive várias aulas sobre temas diversos, como por exemplo, sobre os pelos brancos: sempre soube que eles eram mais rebeldes, mas nunca tinha me perguntado o porquê disso. Descobri que como eles tem menos melanina, eles ficam mais leves, e por isso que não ficam com o caimento iguais aos demais pelos. Vivendo e aprendendo! Rs.

Além da aula, levei bronca também! Tenho mania de puxar os pelos da barba, e sempre achei que isso passava ileso, até que ele me mostrou os afundados que essa mania estava causando! Ele explicou que ao arrancar o pelo, o folículo capilar é retirado, o que faz o crescimento demorar mais do que o normal para crescer, o que pode deixar a barba com buracos de fato! Então tomem cuidado com esse tique!

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Depois da conversa boa, ele começou a trabalhar na barba. Vamos aos passos?

1. Máquina + Pente: utilizados para acertar o desenho dos lados da barba.

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2. Tesoura: limpou a barba e bigode, tirando os pelos arrepiados (tudo isso com a barba ainda seca).

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3. Óleo de Barba + Espuma quente + Toalha quente: passou os produtos em todo o entorno da barba, para deixar os pelos preparados para a lâmina.

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4. Lâmina: utilizada para acertar o formato.

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5. Máquina de barbear: como a minha pele estava bem sensível no dia, ele achou melhor escanhoar a barba com a máquina, para preservá-la.

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6. Pós barba: utilizado em toda a área afeitada, para recuperar a pele (ele usou um pós barba sem álcool, para não arder).

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7. Massageador: hora boa para dar aquela relaxada! Adoro essa parte!

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8. Ajustes finais: agora com a cadeira levantada, o Rica penteia a barba e verifica se ficou tudo nos conformes. Caso necessário, faz alguns ajustes com a tesoura para deixar tudo nos trinques!

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Aproveitando que já estava na cadeira, Rica deu um tapa nas minhas sombrancelhas e fez o pezinho do meu cabelo, para finalizar.

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Fotografias: Mariana Saliby – www.marianasaliby.com

Informações e contato:

Endereço: R. Artur de Azevedo, 1546 – Pinheiros, São Paulo

Preços:

Corte Tradicional R$ 65,00

Corte Máquina R$ 40,00

Barba R$ 40,00

Pézinho R$ 20,00

Cabelo + Barba R$ 90,00 (com direito a uma cerveja Sol ou um café)

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4 Responses

  1. Wanderley disse:

    É Daniel, eu tenho tb mania de brincar com a barba e quando vejo já estou com o fio na mão. Isso já me custou buracos na barba. Tento não mexer tanto, mas nem percebo mais. Vlw o esclarecimento. Excelente matéria. Abç

  2. Gutemberg disse:

    Parabéns VC faz um.ótimo trabalho
    Tenho.minha Barbearia mas um dia chego ao seu nivel.parabéns ✂✂

  3. Otávio Ferreira disse:

    ótima matéria. uma pergunta em média quanto tempo você passa nas barbearias do tempo de espera e o tempo do trabalho.

  4. Adenar disse:

    Bom dia um dia chego la tambem tenhobum salao de comunidade to batalhando pra chegar pelo menos as pés e vcs

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